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terça-feira, 19 de novembro de 2013

TSD Podcast 39 - Xtanki Entrevista + Mix


Take a step to Dub - Quem é o Xtanki?

Xtanki -
É uma das cabeças por trás do projecto e colectivo Mais Baixo.

TSD - Quando é que o djing entrou na tua vida e que impacto teve?

X -
Começou quase por brincadeira quando instalei o Traktor no pc... lá para 2006, foi o suficiente para me deixar o bichinho do mixing e animar umas noites.

Mas só quando me virei para o Dubstep é que decidi que tinha de comprar gira-discos, para além de ter o Deckjack já a fazer inveja (2009), já havia muita música ‘Vinyl Only’ para ignorar a tentação.

TSD - Como é que o Dubstep entrou na tua vida e o que mais te chamou nele?

X-
Acho que tudo começou com um cdr gravado por um amigo meu que já ouvia Dubstep há uns anos, deve ter sido por volta de 2008, o cd tinha anthems como a ‘Midnight Request Line’ de Skream, ‘Spongebob’ de Coki, ‘Night’ de Benga e Coki ou ‘Cockney Thug’ de Rusko.

Foi o suficiente para querer procurar e saber mais sobre o género e ficar completamente ‘agarrado’.

TSD - Como vês o actual estado do Dubstep?

X -
Muito saudável! E nem é preciso procurar muito.. só esta semana saíram 12’’ de Quest, J Kenzo, Gantz, Dubkasm e Thelem (e muitos mais..). 


O problema é ter uma carteira que aguente! 

Em termos nacionais, está melhor que nunca, a compilação ‘Portuguese Deep Frequencies’, lançada pela Mais Baixo em Julho deste ano, é prova viva disso mesmo.

TSD -  Em termos musicais, qual ou quais os projectos que te tem chamado atenção nos últimos tempos?

X -
Nem sequer é chamar-me a atenção, é tirarem-me do sério: Gantz, Kahn ou Commodo.

Mas não podemos esquecer óptimos projectos nacionais como Baduga, Futuristic Waves, Devious ou Neurotoxin/YLS (entre outros).

TSD - Quais são os objectivos para o futuro? 


X - Vou aproveitar para revelar que dia 6 de Dezembro temos a segunda edição do ‘Fala Mais Baixo’ em colaboração com o pessoal do programa da Vodafone.Fm, Fala Baixo.

Para além dos suspeitos do costume, vamos trazer Razor Rekta (Chestplate) e Jay 5ive (Deep Medi Musik). FUCK YEAH!

TSD - Uma mensagem para os nossos leitores.

X -
Se nunca foram a uma festa do Mais Baixo, têm de ir.

É uma experiência completamente obrigatória se gostam de Dubstep.




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

TSD Podcast 38 - Octopussy Crew Entrevista + Mix

Foto por csxlab


Take a step to Dub - Quem é a Octopussy Crew? 

Octopussy Crew - A Octopussy Crew é um colectivo de 3 djs e um mc que têm como ponto em comum serem de Coimbra, apesar de o colectivo se ter formado no Porto. 

Todos têm a sua génese musical na Lusatenas como baixistas de rockabilly, guitarristas de pop indie, djs de Hip hop ou mc's de improvisação e hardcore. 

Procuramos sempre algum eclectismo na selecção, englobando várias vertentes da música electrónica (dub, Hip hop, ragga…), sempre com o bass de fundo. 

Gostamos particularmente de uma frase que um bom amigo usou para nos descrever, “De Coimbra para o mundo hellmariachi, 4tfree, zhero e Mc 3styla eliminam barreiras e apelam à dança, criando um condensado enérgico de ruído e atitude. Massivo e nada passivo.” 

TSD - Quando é que o djing entrou na vossa vida e que impacto teve? 

OC - Antes do djing veio o clubbing. Por altura de 97 todos fomos estudar para o norte (Porto, Guimarães), por essa altura o zhero e o 3styla eram os mais clubbers mas pouco tempo depois os outros acompanharam. 

Até que houve uma altura em que não havia noite de Drum'n'bass no Hard Club, e não só, que a Crew não comparecesse, neste meio fomos sempre conhecendo amigos em comum que às vezes também eram dj's ou organizadores dessas mesmas festas. 

Por volta de 2000, o zhero arranjou uns technics e uma mesa e começou a tocar em alguns spots de Coimbra e Porto. À volta disso foram-se agregando os outros membros ora como mc's, roadies, designers, etc. 

Às tantas (2001?) decidimos organizar uma festa em Coimbra no “sítio do costume” em que convidámos amigos em comum, na altura um colectivo Reggae/Dub com ligações aos Wraygunn, o zhero tocou hip hop e para terminar o Subway no d'n'b com uma perninha do Filipe Saraiva, sempre com o Mc 3styla allnightlong no toasting. Essa festa marcou e uniu muito o grupo para realmente todos serem dj's/mc's. 

O impacto do djing tem sido bom, mas sem o apoio de pessoas como o Lula, a Leonor Galvão, o Sérgio Ribeiro, o Marco Garagem, o David Rodrigues (Cosanostra), o Afonso Macedo, o Rodas, o Tilinhos e outros nunca teria sido possível. 

TSD - Como é que o Dubstep entrou na vossa vida e como vêem o actual estado? 

OC - Quanto ao Dubstep, sempre o vimos como dub “com bass mais a fundo”. 

Sempre ouvimos dub clássico jamaicano como Lee “Scratch Perry”, Augustus Pablo, as reedições da Soul Jazz. 

Para além de dub, um set de Octopussy, no início, seria algo como Asian Dub Foundation, Stereotyp e Dub Club v/a, The Bug e outros sons da Ninja Tune, Roots Manuva e restantes membros da Big Dada, algum Grime, algum UKG, algum old school hip hop, algum dancehall e algum jump up/ragga d’n’b (grande salganhada e ainda um rockzinho pelo meio). 

Ou seja tudo sons com a sonoridade “bass” bem destacada. 

Quando o Dubstep surgiu foi natural apaixonarmos nos logo pelo som. Lembramo-nos do gig do Caspa (obrigado Joões da Bass Republic) no Porto Rio em 2007, na altura que saiu o Fabriclive 37 juntamente com o Rusko. Pareciamos uns putos a dançar e a cantar as músicas no meio de uma pista mais ou menos vazia, com o Forte logo a seguir a partir ainda com mais bass. Depois disso as festas da Sandy no Gare com o Mala foram as que mais nos preencheram, tanto fora como dentro da cabine. 

Hoje em dia o Dubstep mudou muito, massificou-se de uma maneira que nunca o Drum'n'bass conseguiu (e ainda bem) e como fenómeno musical nos Estados Unidos foi-se “destruindo” por esse mundo fora. Apesar disso, na sua génese mantem-se igual, ir a uma festa da Deep Medi a Londres, por exemplo, continua a ter uma vibe muito parecida com o soundsystem original e o público continua a respeitá-lo. Existem ainda editoras “clássicas” como a DMZ, a Deep Medi, a Hyperdub, a Tempa ou a Punch Drunk que mantiveram sempre a atmosfera original e continuam a inovar. 

TSD - Em termos musicais, qual ou quais os projectos que vos têm chamado a atenção nos últimos tempos?  
OC - Por sermos 4, há evidentemente uma variedade saudável de gostos e experiências que se misturam, daí o ecletismo ser notório em pista, podemos no entanto destacar projectos como Killawatt e Ipman, Dubkasm, Gorgon Sound do Kahn e Neek e restantes membros do colectivo Young Echo (Bristol rules!), a label ZamZam Sounds, Peng Sound ou até a Night Slugs. 

A lista poderia continuar… 

TSD - Quais são os objectivos para o futuro? 

OC - Esperamos continuar a espalhar boas vibes no dancefloor por muitos anos. 

Keep the bass alive! 

TSD - Para finalizar, querem deixar alguma mensagem? 

OC - O nosso obrigado à malta de La Casa (Sassi, Leat, 3Nitá, Miso Soup e Lazy Eye). E grande abraço para os brothas Phatic, Nave Mãe, Sá, Patmac, Filipe Saraiva, Nuno Forte, Selecta Laranja, Bezegol, Cisco Loco e A Boy Named Sue.

 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TSD Podcast 36 - Texstep Entrevista + Mix


Take a step to Dub - Quem são os Texstep? 

Texstep - Antes de mais um olá ao TSD e a todos os Dubheads. 

Os Texstep são um projecto entre 2 irmãos (Décio e Fábio Teixeira), focado no Dubstep. 

TSD - Quando é que o djing/produção entrou na vossa vida e que impacto teve? 

T - O djing entrou oficialmente na nossa vida em 2011, através da oportunidade de tocar num sunset na foz do arelho, na altura ainda com controlador midi XD. 

A partir dessa festa percebemos que era isto que realmente gostamos de fazer. 

A produção veio uns meses mais tarde, com umas brincadeiras no FL Studio, mas rapidamente se tornou a parte principal do nosso projecto. 

TSD - Como é que o Dubstep entrou na vossa vida e o que mais vos chamou nele? 

T - Nós sempre fomos aficionados da musica electrónica, sendo que já a muito que andávamos a procura de um estilo de musical com a essência que o Dubstep nos proporciona. 

Aquilo que nos chama mais a atenção no Dubstep, são os sons minimalistas, seguidos de percussões ao estilo tribal e as linhas de graves de fazer tremer qualquer pessoa. 

TSD - Como veêm o actual estado do dubstep? 

T - Para nós o Dubstep está longe de estar morto, muito pelo contrário, a cada dia que passa as produções de um modo geral são cada vez melhores e isso deixa-nos bastante motivados. 

TSD - Em termos musicais, qual ou quais os projectos que vos têm chamado atenção nos ultimos tempos? 

T - A nivél nacional destacamos projectos como o TSD, o Mais Baixo, o Fala Baixo e a Substruct audio e também as vibes que nos chegam lá de fora destacando FatKidOnFire, Headmuk, Deep Heads entre outros pois são muitos. 

TSD - Quais são os objectivos para o futuro? 

T - Continuar a evoluir nas produções, fazer collabs, poder tocar mais vezes e também contribuir para que a cultura do bass em Portugal continue a crescer, pois ainda há muito por descobrir e criar. 

TSD - Uma mensagem para os nossos leitores. 

T - "Without music, life would be a mistake." -Friedrich Nietzsche