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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Posto de escuta : Matt-U - Frequency

 

Editado pela Black Box, Matt-U acaba de lançar o seu novo Ep denominado “Frequency”. 

Este artista húngaro, ao longo das 4 faixas do Ep (mais a remasterização de “Uncontrolled” se for comprado em digital) leva-nos por uma experiência de baixos intensos, como já vem sendo hábito ao longo dos anos.

Após um hiato de quase um ano, Matyas Szalai inicia o seu Ep com a faixa que deu nome ao mesmo “Frequency”, exibindo uma introdução melódica com nuances de liquid, que são logo esquecidas na entrada com uma batida dura mas purista, um grave rasgado e um vocal no mínimo fora do comum embora não deixe de se encaixar de modo agradável. 

A segunda faixa “Backwards”, arrasta-nos para um campo experimental que Matyas não costuma muito enveredar. Contudo penso que foi bem-sucedido graças ao uso de uma batida típica de breakbeat e uns samples espaciais, contudo rapidamente nos traz à Terra com um rewind seguido de um vocal que origina o título da faixa. 

“Threshold” como o nome indica parece estar no limiar entre o lado sombrio e o grime. Esta faixa prova ser possível com os típicos graves duros e o alvoroço melódico do grime embora ligeiramente mais lento produzindo uma boa junção entre estilos. 

Por último, em colaboração com Killawatt, “ The Strangers” foi inspirado no filme Dark City em virtude ao seu vocal. O prefácio da música possui um ambiente bastante intrigante, digno de um policial que desencadeia num baixo soft mas bastante medido, entre as batidas criando uma boa composição melódica. Sendo uma faixa por dois artistas, a segunda parte traz-nos um acrescento com um hobble e uns claps mas sem deixar a sua essência.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Posto de escuta : Jafu - Box Jelly

 

O produtor canadiano de 19 anos James Fuller, mais conhecido como Jafu, acaba de lançar o seu mais recente Ep "Box Jelley", via Vulcan Audio.

Este ep contém 6 faixas de autoria própria, marcadas pelas complexas percussões, atmosferas e como não podia faltar baixas frequências. 

Este é sem dúvida um lançamento especial porque a sonoridade que nos é apresentada em “Box Jelly” é um pouco diferente do que estamos habituados a receber de Jafu, como é possível notar logo a partir da primeira faixa: “Box Jelly”, com um feeling muito selvagem juntamente com um fantástico trabalho de percussão e com um vibrante sub-bass, esta faixa transporta-nos para os confins das florestas amazónicas. 

Depois de uma viagem às florestas amazónicas sul-americanas, passamos para as savanas do continente africano, cortesia de “Hunter Van Pelt”, que nos apresenta tal como a faixa anterior, o espírito selvagem mas com uma atmosfera mais seca, onde o perigo é constante. Esta faixa apresenta também um grande trabalho de percussão, como já é imagem de marca deste produtor, com especial destaque para a progressão de congos e kicks.

A terceira faixa é onde voltamos a descobrir um pouco o “Jafu” que estamos habituados, “Helios” é a perfeita fusão entre o harmónico e o tribal: Uma atmosfera meditativa, um detalhado trabalho de percussão e a inevitável presenta do elemento sub. 

“Ironlak” é a quarta faixa deste lançamento, marca o regresso às sonoridades que o produtor James Fuller nos habituou. Com uma sonoridade muito suave e misteriosa, esta faixa conta com uma atmosfera relaxante com leads harmónicos juntamente com fortes de explosões de graves.

Minimalista, é este o melhor adjectivo para descrever “Desperate Falcons”, quinta faixa de “Box Jelly”. Ao ouvir esta faixa somos confrontados com uma sonoridade mais minimalista com recurso a elementos harmónicos e um trabalho de percussão mais simples e preciso. Para completar, esta faixa é embalada com a forte e continua presença de baixas frequências. 

Na sexta e ultima faixa deste lançamento, viajamos para junto das tribos indígenas da América do Norte. “Wendigo” é segundo a mitologia indígena, um homem que para sobreviver à fome num inverno rigoroso, alimentou-se dos seus companheiros e que, mais tarde, acabou por-se tornar um monstro com eficazes capacidades para caçar. Com uma atmosfera selvagem e sincopada juntamente com elementos obscuros e um trabalho de percussão de luxo, esta faixa encerra este grande trabalho, com Jafu a demonstrar o porquê de ser considerado por muitos um dos artistas com mais potencial dentro do género nos dias de hoje.