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sábado, 18 de maio de 2019

Pára tudo, eis Freud


Freud e a Substruct fartaram-se de descansar, e vai daí, anunciaram "Setback LP"! 

Dois anos de trabalho e uma vida de saltimbancos, deram a Freud a inspiração necessária, para a concepção e criação do seu primeiro álbum de originais. Sendo que em termos sonoros "Setback LP", abre as suas experimentações electrónicas aos recantos do ambient, do jazz e da bass music, sempre com uma grande dose de groove inerente. 

Já disponível nas principais plataformas digitais, o álbum conta com as colaborações especais do italiano IZ, e do australiano Lyndon Jarr.

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

6 Dias 7 vozes - 2016


Aproxima-se o fim do ano e com alguma nostalgia, esta é também a altura mais propícia para tal e qual, qualquer estabelecimento comercial, começar a avaliar o ano que passou, e fazer o balanço & inventário do que ficou para trás.  

Vai dai convidamos 7 membros da família bass nacional, a dar-nos o seu feedback e a fazer um pequeno balanço do universo Bass em 2016.


Take a step to Dub - Boas 3WA, que analise fazes da cena Dubstep em 2016?

3WA - Ao longo destes últimos anos, o Dubstep tem sido saturado com tanta musica, que o pessoal se cansou e virou para outra vertente.  Quem sentia de verdade as basslines com um sub potente em 140 bpms ficou, quem estava só pelo hype e foi para outra coisa… agradeço, fizeram com que o Dubstep voltasse as origens.

Este ano ouvi tantas releases com grande qualidade de produção musical, e coisas diferentes umas das outras, este ano acho que houve diversidade, por isso o Dubstep está bom de saúde e recomenda-se! 

TSD - No teu entender, quais foram os nomes e trabalhos(álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o ultimo ano?

3WA - Ui tanta coisa que de certeza me vou esquecer de algo, mas aqui fica alguns nomes de EP’s e artistas(sem ordem) : 

Bukez Finezt - The Main Rule/Unknown Force (Deep Medi)
Samba - Malignat EP (Crucial Recordings) e o EP dele na Encrypted Audio.
Foamplate – Tabula/Deadly Habit (Plantpower) 
Causa & Shu – Dubhelmet EP (Infernal Sounds)
Sepia - Remenber (Infernal Sounds)
Von D/Egoless – Analog Sound/Bubble Beat (Scrub a Dub)
Moonstones – Mutations EP (Gourmet Beats) e Moonstones  - Yen Pox/Inland (Crucial Recordings)
RDG & Gaze Ill – Keepin It Real (Cue Line Records)
Ago – Blacklas EP (Subaltern Records)

E um que ainda vai sair em Dezembro: Karma-Terrorist/Cha/Vacant Mind (Innamind Recordings)

Fora o resto que me esqueci de certeza…

TSD - O que esperas para 2017?

3WA - Espero que se mantenha assim, mas aqui no pequeno Portugal espero que abram os horizontes e apostem no Dubstep, desde que as estejam na festa se sintam bem e gostem do ambiente e da musica, por mim tudo bem.

É mais um desejo isto, mas sonhar é viver. :)


Porque não há cena sem fãs e publico, esta semana desafiamos o Marcelo Oliveira e Eduardo Martins a analisar 2016. 

Take a step to Dub:

Que análise fazes da cena Bass em 2016? 


No teu entender, quais foram os nomes e trabalhos (álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o ultimo ano? 

O que esperas para 2017? 

Marcelo Oliveira - De 2016 a primeira coisa que me vem a cabeça, é que isto esta a ficar estranhamente bom. O álbum do Commodo, o estabelecimento de editoras como a Crucial e a Encrypted Audio, bem como a continuidade da ArtiKal, da Innamind e Deepmedi puxaram o som a novos horizontes, sendo que em 2017 não me parece que isto vá abrandar. 

Eduardo Martins - Em termos da cena Bass, sou um pouco mais virado para cenas mais "housey", portanto inclino-me mais para um UKGarage 4x4, sendo que este ano gostei das produções de projectos como Clean Bandit, Valk ou Selidos, por outro lado o 12" de Burial(Young Death) que sai agora no final do ano, também me deixou bastante agradado. Para 2017 só posso esperar que a qualidade e força continue, e que aqui em Portugal também existam mais eventos com este tipo de som.

De Coimbra para o mundo via Rádio Universidade de Coimbra e esta semana para o Take a step to Dub, Dubplate

Take a step to Dub - Boas pessoal, que análise fazem do universo Bass em 2016? 

Dubplate - 2016 foi um ano positivo para o Dubstep e para o Grime, com óptimos novos trabalhos a sair e várias editoras a marcarem a sua posição de modo muito positivo. 

TSD - No vosso entender, quais foram os nomes e trabalhos (álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o ultimo ano? 

D - A editora que mais nos surpreendeu foi a Innamind, com o lançamento dos 12'' do Mikael e do Las e do mítico “Terrorist” do Karma que já está em pre-order, a Crucial Recordings, também nos marcou, editora para a qual 2016 foi um ano marcado por lançamentos cheios de qualidade. 

O “FABRICLIVE 90” da dupla Kahn & Neek consegue certamente representar este ano no que toca a dubplates e novidades no Dubstep, assim como a compilação “Grime 2016” da Elijah & Skilliam consegue representar fielmente o Grime. 

Obviamente também não podemos deixar passar as boas novidades no mundo do Grime, onde destacamos claramente o intemporal “Konnichiwa” do Skepta, álbum que claramente ficará sempre na história e o “Iceman/Box” do The Bug, que consideramos o melhor 12'' deste ano de 2016. 

Também temos que mencionar a noite 10 years of Deep Medi Musik, dado que foi um marco histórico para o Dubstep. bem como referir Mr. Fr0g e Adam Vyt, grande LP deste ano, super energético e com grandes remisturas de bangers, transformadas em bangers ainda maiores (em particular a "Let Me Love You for Tonight", da Kariya, pelo Vyt assim como da "Jam", original do Michael Jackson), é um regresso à euforia dos finais de 90. 

Outro a ser destacado é o EP "Groovepressure 13", os A², depois de uma pausa desde 2004 e com um lançamento no ano passado ("Resurgence EP"), regressaram este ano com breaks modernos e reinventados, sem nunca se dissociar da raiz de onde cresceram, mantendo-se também fiéis à escola dos 90s, mas à sua maneira, muito própria. 

Por fim, o "Shred LP" de Skee Mask, lançado este ano, mais focado na repetição do techno, mas com tentativas de desenjoar , implementando alguns temas com raízes de breakbeat ou que simplesmente tentam abalar a típica estrutura do techno, aqui é mitigada a linha que divide a sua repetição das quebras do breakbeat, sempre com um ambiente negro e envolvente, com destaque para o tema "Shred 08". 

TSD - O que esperam para 2017? 

D - Esperamos que 2017 seja ainda melhor que o presente ano. 
Se for capaz de se manter na mesma linha também ficaremos muito satisfeitos.



 Para esta semana, convidamos o pessoal do Mais Baixo, assumir a batuta e analisar 2016.

Take a step to Dub - Boas pessoal, que análise fazem da cena Bass em 2016?

Mais Baixo - Mais um ano extremamente positivo para a cena bass portuguesa, sendo que no início do ano lançamos a complicação "Portuguese Deep Frequencies Vol.2", que é prova disso mesmo.

TSD - No vosso entender, quais foram os nomes e trabalhos (álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o ultimo ano?

MB - 

Dubstep
Versa - Dub of Existance (System)
Sir Spyro - Topper Top (Deep Medi)
LAS - Gunfam / This Morning (Innamind)
JKenzo - Battlefield / Zbuntu Shake (Artikal)
Malleus & Saule - Bad Kids EP (Gourmet Beats)

Other
TMSV - Over Out
Fixate - March On
DJ Madd - Shinobi EP
Neurotoxin - Vitrification EP 
VA - OM Unit presents Cosmology Vol.3

TSD - O que esperam para 2017?

MB - Vamos entrar em grande, a começar com um programa na bi-mensal na Sub.FM quartas das 18H-20H.


Take a step to Dub - Boas Buster, que análise fazes da cena Dubstep em 2016?

Buster - Ora boas!

Antes de mais nada, acho que cada vez mais a música que ouvimos e gostamos, não está generalizada na palavra Dubstep nem numa determinada "cena", mas no momento abrange um espectro bem variado de sonoridades onde os BPM e os basslines são o factor comum.

Deep Bass music??Soundystem music?? Talvez sejam denominações mais correctas para este tipo de som, que mais recentemente  cresceu a partir do Dubstep e se desenvolveu em diferentes direcções.

 2016 foi um ano onde isso aconteceu mais intensamente, com produtores como o Commodo,Kahn,DMVU,Fill Spectre,Spacenoise,Ill-K a produzirem música à qual se pode chamar Dubstep, mas que ao mesmo tempo é algo completamente novo.

Na minha opinião, 2016 foi um ano onde o hype por este tipo de som diminuiu bastante e fez com que todos os que realmente apreciam estas sonoridades,continuem a contribuir para a mesma,seja a produzir, a tocar ou simplesmente apoiar os artistas e editoras.

TSD - No teu entender, quais foram os nomes e trabalhos (álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o último ano?

B - Houve  vários lançamentos este ano que me chamaram a atenção, demasiados até para mencionar aqui todos, mas aqui fica o meu top 5:
KAIJU - Seven Sins LP - DeepMedi
V/A - System Sound EP - System Music
TRUTH - The Devil's Game EP - Deep,Dark and Dangerous
OXOSSI - Solace - Crucial Recordings
FLOWDAN - Horror Show Style EP - Tru Thoughts

TSD - O que esperas para 2017?

B - Muito boa música e que se continue a fazer música neste género, sempre a tentar levar as coisa um passo à frente duma maneira positiva, para que todos aqueles que a ouvem sintam que não está estagnada e sintam curiosidade pelo que vem a seguir.


Trinta e um dias depois, a nossa dissecação chega finalmente ao fim, mas não sem antes receber a malta da Substruct!

Take a step to Dub - Boas, que análise fazem do universo Bass em 2016?

Substruct - Por cá considerámos o ano de 2016 uma espécie de ano de mudança, a transformação natural que trás a diversidade que é necessária para o bem estar da scene ao qual espero que continue. No que nos toca a nós, utilizamos o ano de 2016 para redefinir a nossa marca e objectivos a fim de continuar a oferecer sonoridades únicas ao universo bass, e não só. 

TSD - No vosso entender, quais foram os nomes e trabalhos (álbuns, Eps, 12", etc), que mais se destacaram durante o ultimo ano?

S - Sem qualquer ordem de preferência: 

Bass
Ago - Backlash EP
Silkie - It Wasn't You EP
Swindle - Connecta EP
Chord Marauders - Groove Booty 4
Sorrow - Arisen EP
Kaiju - Seven Sins LP
Commodo - How What Time LP
Kercha - Into The Wild LP

Outros
Anderson Paak - Malibu LP
Flume - Skin LP
Sam Gellaitry - Escapism I / II EP
Geotheory - Tales Untold EP
Starro - Monday LP
Made in M & Juan Rios - Sumergido LP
Monma - WakeUp LP
Kendrick Lamar - Untitled Unmastered
DMVU x Ill Chill - Green Tape 

TSD - O que esperam para 2017?

S - Nós temos-nos portado bem, portanto vou deixar aqui a nossa wishlist:

- Um venue em Lisboa que esteja disposto a apostar na bass music, visto que tem sido quase um inferno para conseguir organizar algum evento digamos, grande. Não sabemos o que têm pensado as pessoas, mas vontade é coisa que não falta. 

- Mais boa música, mais diversificação.

Agora, o que podem esperar de nós para 2017 é um pouco mais promissor, este ano tivemos mais parados porque estivemos a preparar-nos para 2017. 

Por agora podemos apenas dizer que iremos apresentar o LP de estreia de Gerwin, num álbum sem regras que conta com colaborações com produtores bastante conceituados, cantores/as, instrumentistas, etc, não se preocupem, vai sair em vinil! Para além disto ainda temos mais 2 LP's a cozinhar, mas isso ficará para outra oportunidade. 

Muito obrigado pelo convite e boas entradas/saídas.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Substruct lança Lp de estreia de Kercha


Está à venda a partir de hoje através da editora Substruct, o longa-duração de estreia do russo Kercha, intitulado "Into The Wild".


Composto por quatorze faixas, "Into The Wild" explora e cruza vibes exprimentais com melodias emotivas, em cima de beats que nos marca a alma.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

7 Dias 7 vozes - 2015


Como sempre o tempo passa a voar, e num abrir e fechar de olhos, já estamos na recta final de 2015.

Este ano e para fechar o ano em beleza, decidimos convidar 7 membros da família do bass nacional, a dar-nos o seu feedback e a fazer um balanço sobre o universo dos 140 bpm's neste ano que esta agora a findar.


Os nossos primeiros convidados são o pessoal da RealRoots

Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? 

RealRoots - Este ano foi um excelente ano para o universo da bass music, muitos nomes a surgir na cena com uma qualidade de produção acima da média, novas labels a surgir e a apostar em novos nomes que andam escondidos pelo mundo fora. 


O que mais me agradou este ano foi a grande aposta em  termos de lançamentos em vinil, sendo que mais e mais labels tem apostado fazer lançamentos em vinil, o que mantém a cena ainda mais viva e física, sou cada vez menos adepto da cena digital. 


Sendo eu coleccionador de vinil e um amante do mundo dos discos, fico feliz por ver que o universo do vinil continua bem presente e parece que se vai manter por bastante tempo. 


TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015? 


RR - Bem, isto é uma questão um pouco complicada pois a selecção é tão vasta e a qualidade sonora é tão boa, que fica até complicado fazer um top 20. 


Mas indo pelo que me passa pela cabeça assim nomeio o meu top 5:


5º - Lion Charge : Egoless - Dub Heritage / Dub Dedication 

4º - System:Sound : V.I.V.E.K – Slippin / Square Off
3º - Deep Medi Musik : Goth-Trad -  Sinker / Sunbeam VIP
2º - Innamind Recordings : Ago - So Mi Seh / That´s What I Was Talking About Back in ´96
1º - Deep Medi Musik : Gantz & Commodo & Kahn - Volume One

TSD - O que esperas para 2016?


RR - Para 2016, já tenho algumas indicações de que o ano vai ser muito bom, muita boa música a ser editada e lançada.


Espero também o início de uma nova e óptima fase para a RealRoots, falo do nosso primeiro lançamento em vinil, que é um sonho de longa data.


Gostaria também que a cena tuga crescesse, vejo muita falta de apoio entre artistas, produtoras e labels, parece que se querem pisar uns aos outros e ser melhor que os outros… a cena em si já é bastante pequena, pelo qual devia-mos nos unir e elevar a bass music para outro patamar em Portugal, e com isso poder trazer mais e melhores artistas de fora, fazer mais festas...mas há um longo caminho pela frente. 


De resto esperamos e desejamos o melhor para todos vocês, umas óptimas entradas e que 2016 vos traga muitas alegrias e muitos dubs 


1 Love 

RealRoots Int´l

Os nossos segundos convidados são os activistas do Mais Baixo.

Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?

Mais Baixo - Mais um ano a ouvir dizer “o Dubstep morreu”… por nós tudo bem, voltamos ao underground, onde devemos e queremos estar!

TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", singles) em 2015? 

MB - 


Não há dúvida que Goth-Trad é dos nossos produtores favoritos, mas a "Sinker" é especial. Traz de volta o wobble com um toque bem fresh!  



Um Dub Techno bem ao estilo de Rhythm and Sound, viciante e introspectivo. 



Não há nada como uma boa cavalgada a 140bpm, e o nosso amigo JKenzo sabe a toda. 

 

O regresso de Addison Groove ao alias Headhunter após vários anos em hibernação... percy!


Steppa revolucionário! 

Menção honrosa: Kahn, Commodo e Gantz ¬ Volume 1. Nem é preciso dizer muito… estes 3 são os maiores [fritos] 

TSD - O que esperas para 2016? 

MB - Mala in Peru ? Ahah.. 

Mas agora a sério… esperamos ter o Mais Baixo Soundsystem (finalmente) finalizado!


O nosso terceiro analista chega do Porto e da pelo nome de 3WA

Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?

3WA - Esta cada vez melhor e de boa saúde pois também lancei o meu primeiro Ep pela RealRoots, por isso foi um ano 5 estrelas.

TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?

3WA - Complicated… mas aqui vai:

Epoch – Attraction Dub / No Dread
Goth Trad – Sinker / Sunbeam VIP
V.I.V.E.K – Square Off / Slippin
Moonstones - FKOFd023
Jack Sparrow - Hold & Pull

Commodo, Kahn & Gantz – Crystal Collect (tive que meter só esta tune, aquele 2 drop mata-me)

TSD - O que esperas para 2016? 

3WA - Um ano ainda melhor que 2015, pelo menos da minha parte; vou ter aí umas surpresas :)



Porque sem eles a cena não existia, para quarto convidado convidamos o André Filipe, que ira representar o espírito dos fãs que fazem andar o movimento para a frente. 

Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? 

André - Sendo um destemido consumidor compulsivo e devoto admirador de todo o universo que engloba o Dubstep desde as suas raízes em Croydon na Big Apple Records até ao ano de 2009 nas suas vertentes mais deep, vindas mesmo do fundo do "Dungeon", nunca fui de todo capaz de abandonar este estilo e sonoridades, sendo estas o meu "benchmark" para tudo o resto que de novo apareceu a partir daí. 

Acho que, apesar de tudo, o universo do bass (mais propriamente do Dubstep) começa a mostrar sinais positivos depois de, finalmente, se desprender um pouco das teias e de toda a "confusão" gerada por volta de 2011 e 2012 com o aparecimento do "wannabe dubstep" ou "brostep". 

É como se tudo tivesse voltado à estaca "quase zero", como que se tivesse voltado de novo ao Underground e com tantos e tantos novos nomes novos a aparecer no mapa, e tantos outros nomes já conhecidos do público a voltarem a pegar-lhe nas sonoridades e influências, acho que foi certamente um ano positivo e que prevê uma nova base sólida para construir, daqui para a frente, uma nova página de história. 

Há que ainda referir os marcos importantes do acontecimento histórico DMZ#10 e a Deep Medi na Boiler Room! 

TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015? 

A - De entre tantos lançamentos, de entre tantos estilos e sonoridades apelativas mas completamente diferentes, é sempre complicado condensar todo um ano de incríveis lançamentos, em apenas 5 referências, mas aqui vai: 

1: Goth Trad - Sinker / Sunbeam Vip - Deep Medi Musik Medi089 
2: Tempa Allstars Vol 8 
3: Kode9 - "Nothing" - HYPCD003 (R.I.P. Spaceape) 
4: J:Kenzo - Urban Gorilla EP - Tempa 
5: LX One - Motions LP - Wheel & Deal Records 

Mensão honrosa ainda para o lançamento por conta própria do "Sombre LP" pelo Biome e o DJ Madd com o "Good Old Days"! 

TSD - O que esperas para 2016? 

A - Espero que o movimento continue a evoluir, com o aparecimento de novos mestres e que a cultura Dubplate volte em força (já sinto saudades da hype de ouvir ao vivo um bom dubplate a ser tocado em exclusivo, aka Badman VIP /I diom), que se continue a produzir com qualidade e que cada um siga o seu caminho e a sua sonoridade pois é incrível olharmos para o universo da bass music e vermos a diversidade de géneros e estilos que se criaram em torno de algo em comum... o BASS! 

Desejo ainda que o movimento em Portugal volte a crescer e que mais festas voltem a acontecer depois de, infelizmente, as coisas terem caído nos últimos 2-3 anos... 

Por fim, desejo e sonho com a re-união entre o Leon Switch e o Simon Shreeve, para voltarem a produzir mais umas malhas como Kryptic Minds!



O nosso quinto convidado chega de Londres via Cascais e da pelo nome de Freud

Take a step to dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? 

Freud - O universo do bass tal como o universo normal está em constante crescimento, com novas estrelas a surgir todos os meses :)

TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?

F - Top releases:

Dusty - Takeone Lp na Turbo Tape
Congi - Hard Boiled Ep na Mimm records
Juan Rios & Made in M - Sumergido Lp na Cota records
Kahn - Ova deh So na Deep medi
Silkie - Fractals pP na Anarchostar

TSD - O que esperas para 2016?

F - Para 2016 não sei bem o que esperar, mas gostava de ver as editoras a saírem um pouco da zona de conforte e releases ai com umas sonoridades diferentes.

Esta também na altura da Deep Medi mandar mais um Lp haha




O sexto convidado é o nosso velho conhecido Buster


Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?

Buster - Ora bem na minha opinião, 2015 foi um ano positivo para a Bass Music em geral por várias razões.

A maior delas sem dúvida terá sido o retorno a sonoridades de raiz, no caso do Dubstep um afastamento dos sons mais EDM, que tinha vindo a acontecer nos últimos anos.

De a apontar também a explosão que o Grime teve em 2015, que de certa maneira fez com que o som ganhasse uma certa maturidade e em termos de produção, subisse de nível.

Voltando aos sons mais dentro do espectro 140, penso que em 2015 deparámo-nos também com uma maior diversificação do som, com artistas como Egoless, Digid, Ishan Sound mais virados para a sonoridades Dubwise e Steppa, ao mesmo tempo que artistas como Chord Marauders e Elefant Doc nos oferecem sonoridades mais Jazzy e Soul, isto sem esquecer claro nomes como Gantz, Kahn, Commodo, Las e Mikael que estão cada vez mais a levar o som para direcções novas e originais.

Outra coisa também que se notou sem dúvida em 2015, não só na Bass Music mas na música em geral, foi o aumento de lançamentos em vinil, que na minha opinião faz com que a qualidade da música suba também.

TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?

B - Fica meio difícil para mim, reduzir a 5 os melhores lançamentos de 2015, mas ficam aqui alguns que me agradaram muito:

Numa Crew Dub - Searcher Ep (Monnshine Recordings)

Gantz, Commodo, Kahn - Volume I (Deep Medi)

Ishan Sound ft Rider - Shafique Lp (Hotline Recordings)

Killawatt - Emigre Lp (Osiris)

V/A - Deep Dub Inside (Dubtribu Records)

Versa - Rainfall Dub (System)

Digital Dub - Mammoth Ep (Lion Charge Records)

TSD - O que esperas para 2016?

B - Mais que tudo, quero que este som continue a evoluir e a surpreender-me quando o escuto.

Estou também bastante curioso e a dar atenção ao som mais virado para o Dub Techno, que acho que em 2016, terá mais destaque do que tem tido até agora.

Espero também que em 2016 o meu show Bassapaths continue a ter o suporte que tem tido e ainda mais ouvido que em 2015, já que a rádio onde o apresento, Reprezent Radio de Londres vai começar a ser emitida em DAB este ano.

Para finalizar, espero que o pessoal do Take a step to Dub continue a fazer o trabalho excelente que tem feito até aqui, na promoção e divulgação deste género musical.

Boas entradas e bom 2016 para tod@s.
Big ups!!!


Para fechar a nossa setima e ultima intervenção convidamos o pessoal da Substruct

Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? 

Substruct - Todo o universo está em constante evolução, e o mundo da música não é excepção, temos gostado principalmente do facto de já não ser a "dubstep scene" e sim "bass music scene", demonstra uma maior maturidade ao dar abertura a novas sonoridades. 

Alguns produtores apostam na inovação, e para nós é sempre bem vindo.

TSD - Qual é o vosso top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?

S - 1. Geode - Plankton Gravy, 
2. Commodo, Kahn, Gantz - Volume I 
3. Audialist - Square One
4. Occult & Audialist - Supa Hot
5. Craft - Into Sound 

TSD - O que esperam para 2016?

S - Para 2016 espero mais do mesmo, o que é bom, acho que o universo da bass music tem estado num bom caminho, esperamos ser um bom ano para o mundo da música em geral. 

Da nossa parte, podem esperar coisas novas, apenas iremos lançar LP's com os nossos artistas daqui em diante, e estamos a desenvolver a nossa própria estação de rádio online, que deverá arrancar no início de 2016.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Substruct lança Yobow de Menik


Já se encontra à venda com a chancela da Substruct, o novo extended play do britânico Menik, intitulado "Yobow". 

Disponível tanto em vinil como em formato digital, "Yobow Ep" capta e reinterpreta de forma perfeita a essência das relações humanas, através de incríveis vibrações melódicas que nos toca na alma.


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Occult & Audialist lançam Supa Hot Ep via Substruct


31 de Agosto... o que para muitos rima com fim do mês e / ou fim das ferias, para nós rima com Substruct, Occult e Audialist

Após terem editado a compilação "Curating Through Sounds" no começo no mês, a editora portuguesa Substruct esta de volta aos lançamentos com o Ep "Supa Hot" de Occult & Audialist. 

Considerados por muitos como uma brisa fresca no panorama bass actual, Occult & Audialist trazem em "Supa Hot" um Ep carregado de vibrações quentes e melodias capazes de nos tocar na alma. 

Disponível tanto em vinil de 10" (edição limitada) como em formato digital, "Supa Hot Ep" pode ser adquirido via Substruct store.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Substruct lança Curating Through Sounds


Após ter editado o Ep de estreia de Kercha em Março passado, a editora portuguesa Substruct esta de volta aos lançamentos com a compilação "Curating Through Sounds Vol. 1". 

Disponível desde do passado dia 2 de Agosto, "Curating Through Sounds Vol. 1" conta com quatorze faixas escolhidas a dedo por Freud, numa mistura entre nomes já nossos conhecidos como Occult, Mercy, B9, Gerwin e novos valores como Fybe:One, Rubrica, Toka e Diamond Poet

A nível de sonoridade, podem esperar um compilação cheia de groove e cutting edge sounds.

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Audialist lança Square One via Substruct


Após passagens por editoras como a Deep Heads e a Life Force Sound, o artesão do beat sueco Felix Carna aka Audialist, acaba de lançar o seu mais recente Ep "Square One" via Substruct.

Dono de uma produção rica em beats e chill vibes, Audialist molda "Square One" a partir de instrumentações orgânicas, ligadas a texturas analógicas e baixos supersónicos, através de progressões melódicas e vocais intimistas, que conectam com o interior do nosso ser.

Nas ruas desde 24 de Fevereiro, "Square One" conta ainda com as remixes estelares de Occult e Mercy, encontrando-se disponível em vinil de 12" de edição limitada e em formato digital. 

Em suma "Square One Ep" é uma lufada exuberante de energia e vibrações suaves, perfeito para nos aquecer o ser neste inverno.