Freud e a Substruct fartaram-se de descansar, e vai daí, anunciaram "Setback LP"! Dois anos de trabalho e uma vida de saltimbancos, deram a Freud a inspiração necessária, para a concepção e criação do seu primeiro álbum de originais. Sendo que em termos sonoros "Setback LP", abre as suas experimentações electrónicas aos recantos do ambient, do jazz e da bass music, sempre com uma grande dose de groove inerente. Já disponível nas principais plataformas digitais, o álbum conta com as colaborações especais do italiano IZ, e do australiano Lyndon Jarr.
Pára tudo! A malta do Mais Baixo acaba de lançar o Segundo Volume da compilação "Portuguese Deep Frequencies". "A editora e promotora Mais Baixo orgulhosamente apresenta o segundo volume da compilação Portuguese Deep Frequencies, no qual prefiguram dezanove talentosos artistas do panorama nacional, sob o estandarte da Bass Music. A edição exclusiva e limitada em CD terá uma reduzida tiragem e o download gratuito (e obrigatório) pode ser feito no site Bandcamp a partir de dia 1 de Março. As dezasseis faixas constituem uma oportunidade excepcional para conhecer novos artistas e tendências e, ao mesmo tempo, um contributo valoroso para a o cenário bass português."
Como sempre o tempo passa a voar, e num abrir e fechar de olhos, já estamos na recta final de 2015.
Este ano e para fechar o ano em beleza, decidimos convidar 7 membros da família do bass nacional, a dar-nos o seu feedback e a fazer um balanço sobre o universo dos 140 bpm's neste ano que esta agora a findar.
Os nossos primeiros convidados são o pessoal da RealRoots
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? RealRoots - Este ano foi um excelente ano para o universo da bass music, muitos nomes a surgir na cena com uma qualidade de produção acima da média, novas labels a surgir e a apostar em novos nomes que andam escondidos pelo mundo fora.
O que mais me agradou este ano foi a grande aposta em termos de lançamentos em vinil, sendo que mais e mais labels tem apostado fazer lançamentos em vinil, o que mantém a cena ainda mais viva e física, sou cada vez menos adepto da cena digital.
Sendo eu coleccionador de vinil e um amante do mundo dos discos, fico feliz por ver que o universo do vinil continua bem presente e parece que se vai manter por bastante tempo. TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015? RR - Bem, isto é uma questão um pouco complicada pois a selecção é tão vasta e a qualidade sonora é tão boa, que fica até complicado fazer um top 20.
Mas indo pelo que me passa pela cabeça assim nomeio o meu top 5:
5º - Lion Charge : Egoless - Dub Heritage / Dub Dedication 4º - System:Sound : V.I.V.E.K – Slippin / Square Off 3º - Deep Medi Musik : Goth-Trad - Sinker / Sunbeam VIP 2º - Innamind Recordings : Ago - So Mi Seh / That´s What I Was Talking About Back in ´96 1º - Deep Medi Musik : Gantz & Commodo & Kahn - Volume One TSD - O que esperas para 2016? RR - Para 2016, já tenho algumas indicações de que o ano vai ser muito bom, muita boa música a ser editada e lançada.
Espero também o início de uma nova e óptima fase para a RealRoots, falo do nosso primeiro lançamento em vinil, que é um sonho de longa data.
Gostaria também que a cena tuga crescesse, vejo muita falta de apoio entre artistas, produtoras e labels, parece que se querem pisar uns aos outros e ser melhor que os outros… a cena em si já é bastante pequena, pelo qual devia-mos nos unir e elevar a bass music para outro patamar em Portugal, e com isso poder trazer mais e melhores artistas de fora, fazer mais festas...mas há um longo caminho pela frente.
De resto esperamos e desejamos o melhor para todos vocês, umas óptimas entradas e que 2016 vos traga muitas alegrias e muitos dubs
1 Love RealRoots Int´l
Os nossos segundos convidados são os activistas do Mais Baixo.
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? Mais Baixo - Mais um ano a ouvir dizer “o Dubstep morreu”… por nós tudo bem, voltamos ao underground, onde devemos e queremos estar! TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", singles) em 2015? MB -
Não há dúvida que Goth-Trad é dos nossos produtores favoritos, mas a "Sinker" é especial. Traz de volta o wobble com um toque bem fresh!
Um Dub Techno bem ao estilo de Rhythm and Sound, viciante e introspectivo.
Não há nada como uma boa cavalgada a 140bpm, e o nosso amigo JKenzo sabe a toda.
O regresso de Addison Groove ao alias Headhunter após vários anos em hibernação... percy!
Steppa revolucionário!
Menção honrosa: Kahn, Commodo e Gantz ¬ Volume 1.
Nem é preciso dizer muito… estes 3 são os maiores [fritos]
TSD - O que esperas para 2016?
MB - Mala in Peru ? Ahah..
Mas agora a sério… esperamos ter o Mais Baixo Soundsystem (finalmente) finalizado!
O nosso terceiro analista chega do Porto e da pelo nome de 3WA
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?
3WA - Esta cada vez melhor e de boa saúde pois também lancei o meu primeiro Ep pela RealRoots, por isso foi um ano 5 estrelas.
TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?
3WA - Complicated… mas aqui vai:
Epoch – Attraction Dub / No Dread
Goth Trad – Sinker / Sunbeam VIP
V.I.V.E.K – Square Off / Slippin
Moonstones - FKOFd023
Jack Sparrow - Hold & Pull
Commodo, Kahn & Gantz – Crystal Collect (tive que meter só esta tune, aquele 2 drop mata-me)
TSD - O que esperas para 2016?
3WA - Um ano ainda melhor que 2015, pelo menos da minha parte; vou ter aí umas surpresas :)
Porque sem eles a cena não existia, para quarto convidado convidamos o André Filipe, que ira representar o espírito dos fãs que fazem andar o movimento para a frente.
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar? André - Sendo um destemido consumidor compulsivo e devoto admirador de todo o universo que engloba o Dubstep desde as suas raízes em Croydon na Big Apple Records até ao ano de 2009 nas suas vertentes mais deep, vindas mesmo do fundo do "Dungeon", nunca fui de todo capaz de abandonar este estilo e sonoridades, sendo estas o meu "benchmark" para tudo o resto que de novo apareceu a partir daí. Acho que, apesar de tudo, o universo do bass (mais propriamente do Dubstep) começa a mostrar sinais positivos depois de, finalmente, se desprender um pouco das teias e de toda a "confusão" gerada por volta de 2011 e 2012 com o aparecimento do "wannabe dubstep" ou "brostep". É como se tudo tivesse voltado à estaca "quase zero", como que se tivesse voltado de novo ao Underground e com tantos e tantos novos nomes novos a aparecer no mapa, e tantos outros nomes já conhecidos do público a voltarem a pegar-lhe nas sonoridades e influências, acho que foi certamente um ano positivo e que prevê uma nova base sólida para construir, daqui para a frente, uma nova página de história. Há que ainda referir os marcos importantes do acontecimento histórico DMZ#10 e a Deep Medi na Boiler Room! TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015? A - De entre tantos lançamentos, de entre tantos estilos e sonoridades apelativas mas completamente diferentes, é sempre complicado condensar todo um ano de incríveis lançamentos, em apenas 5 referências, mas aqui vai: 1: Goth Trad - Sinker / Sunbeam Vip - Deep Medi Musik Medi089 2: Tempa Allstars Vol 8 3: Kode9 - "Nothing" - HYPCD003 (R.I.P. Spaceape) 4: J:Kenzo - Urban Gorilla EP - Tempa 5: LX One - Motions LP - Wheel & Deal Records Mensão honrosa ainda para o lançamento por conta própria do "Sombre LP" pelo Biome e o DJ Madd com o "Good Old Days"! TSD - O que esperas para 2016? A - Espero que o movimento continue a evoluir, com o aparecimento de novos mestres e que a cultura Dubplate volte em força (já sinto saudades da hype de ouvir ao vivo um bom dubplate a ser tocado em exclusivo, aka Badman VIP /I diom), que se continue a produzir com qualidade e que cada um siga o seu caminho e a sua sonoridade pois é incrível olharmos para o universo da bass music e vermos a diversidade de géneros e estilos que se criaram em torno de algo em comum... o BASS! Desejo ainda que o movimento em Portugal volte a crescer e que mais festas voltem a acontecer depois de, infelizmente, as coisas terem caído nos últimos 2-3 anos... Por fim, desejo e sonho com a re-união entre o Leon Switch e o Simon Shreeve, para voltarem a produzir mais umas malhas como Kryptic Minds!
O nosso quinto convidado chega de Londres via Cascais e da pelo nome de Freud
Take a step to dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?
Freud - O universo do bass tal como o universo normal está em constante crescimento, com novas estrelas a surgir todos os meses :)
TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?
F - Top releases:
Dusty - Takeone Lp na Turbo Tape
Congi - Hard Boiled Ep na Mimm records
Juan Rios & Made in M - Sumergido Lp na Cota records
Kahn - Ova deh So na Deep medi
Silkie - Fractals pP na Anarchostar
TSD - O que esperas para 2016?
F - Para 2016 não sei bem o que esperar, mas gostava de ver as editoras a saírem um pouco da zona de conforte e releases ai com umas sonoridades diferentes.
Esta também na altura da Deep Medi mandar mais um Lp haha
O sexto convidado é o nosso velho conhecido Buster
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?
Buster - Ora bem na minha opinião, 2015 foi um ano positivo para a Bass Music em geral por várias razões.
A maior delas sem dúvida terá sido o retorno a sonoridades de raiz, no caso do Dubstep um afastamento dos sons mais EDM, que tinha vindo a acontecer nos últimos anos.
De a apontar também a explosão que o Grime teve em 2015, que de certa maneira fez com que o som ganhasse uma certa maturidade e em termos de produção, subisse de nível.
Voltando aos sons mais dentro do espectro 140, penso que em 2015 deparámo-nos também com uma maior diversificação do som, com artistas como Egoless, Digid, Ishan Sound mais virados para a sonoridades Dubwise e Steppa, ao mesmo tempo que artistas como Chord Marauders e Elefant Doc nos oferecem sonoridades mais Jazzy e Soul, isto sem esquecer claro nomes como Gantz, Kahn, Commodo, Las e Mikael que estão cada vez mais a levar o som para direcções novas e originais.
Outra coisa também que se notou sem dúvida em 2015, não só na Bass Music mas na música em geral, foi o aumento de lançamentos em vinil, que na minha opinião faz com que a qualidade da música suba também.
TSD - Qual é o teu top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?
B - Fica meio difícil para mim, reduzir a 5 os melhores lançamentos de 2015, mas ficam aqui alguns que me agradaram muito:
Numa Crew Dub - Searcher Ep (Monnshine Recordings)
Gantz, Commodo, Kahn - Volume I (Deep Medi)
Ishan Sound ft Rider - Shafique Lp (Hotline Recordings)
Killawatt - Emigre Lp (Osiris)
V/A - Deep Dub Inside (Dubtribu Records)
Versa - Rainfall Dub (System)
Digital Dub - Mammoth Ep (Lion Charge Records)
TSD - O que esperas para 2016?
B - Mais que tudo, quero que este som continue a evoluir e a surpreender-me quando o escuto.
Estou também bastante curioso e a dar atenção ao som mais virado para o Dub Techno, que acho que em 2016, terá mais destaque do que tem tido até agora.
Espero também que em 2016 o meu show Bassapaths continue a ter o suporte que tem tido e ainda mais ouvido que em 2015, já que a rádio onde o apresento, Reprezent Radio de Londres vai começar a ser emitida em DAB este ano.
Para finalizar, espero que o pessoal do Take a step to Dub continue a fazer o trabalho excelente que tem feito até aqui, na promoção e divulgação deste género musical.
Boas entradas e bom 2016 para tod@s.
Big ups!!!
Para fechar a nossa setima e ultima intervenção convidamos o pessoal da Substruct
Take a step to Dub - Como é que analisas o universo do bass no ano que esta agora a findar?
Substruct - Todo o universo está em constante evolução, e o mundo da música não é excepção, temos gostado principalmente do facto de já não ser a "dubstep scene" e sim "bass music scene", demonstra uma maior maturidade ao dar abertura a novas sonoridades.
Alguns produtores apostam na inovação, e para nós é sempre bem vindo.
TSD - Qual é o vosso top 5 em termos de lançamentos (álbuns, Ep, 12", etc) em 2015?
S - 1. Geode - Plankton Gravy,
2. Commodo, Kahn, Gantz - Volume I
3. Audialist - Square One
4. Occult & Audialist - Supa Hot
5. Craft - Into Sound
TSD - O que esperam para 2016?
S - Para 2016 espero mais do mesmo, o que é bom, acho que o universo da bass music tem estado num bom caminho, esperamos ser um bom ano para o mundo da música em geral.
Da nossa parte, podem esperar coisas novas, apenas iremos lançar LP's com os nossos artistas daqui em diante, e estamos a desenvolver a nossa própria estação de rádio online, que deverá arrancar no início de 2016.
31 de Agosto... o que para muitos rima com fim do mês e / ou fim das ferias, para nós rima com Substruct, Occult e Audialist! Após terem editado a compilação "Curating Through Sounds" no começo no mês, a editora portuguesa Substruct esta de volta aos lançamentos com o Ep "Supa Hot" de Occult & Audialist.
Considerados por muitos como uma brisa fresca no panorama bass actual, Occult & Audialist trazem em "Supa Hot" um Ep carregado de vibrações quentes e melodias capazes de nos tocar na alma.
Disponível tanto em vinil de 10" (edição limitada) como em formato digital, "Supa Hot Ep" pode ser adquirido via Substruct store.
Após ter editado o Ep de estreia de Kercha em Março passado, a editora portuguesa Substruct esta de volta aos lançamentos com a compilação "Curating Through Sounds Vol. 1". Disponível desde do passado dia 2 de Agosto, "Curating Through Sounds Vol. 1" conta com quatorze faixas escolhidas a dedo por Freud, numa mistura entre nomes já nossos conhecidos como Occult, Mercy, B9, Gerwin e novos valores como Fybe:One, Rubrica, Toka e Diamond Poet. A nível de sonoridade, podem esperar um compilação cheia de groove e cutting edge sounds.
Conhecida pelo o seu olho para valores emergentes, a editora portuguesa Substruct Audio, inicia 2015 arregaçando as mangas e lançando o Ep de estreia do jovem produtor americano Bliss. Natural de Los Angeles e dono de uma produção carregada de soul, Bliss combina em "Transparent" a energia e a magia do Jazz com a essência roots do Dubstep, numa viagem única.
Com lançamento previsto para o próximo dia 15 de Janeiro, "Transparent Ep" conta com a participação de Freud e Seanote e uma remix de Craft.
Porque para nos a tradição ainda é o que era, este ano voltamos a trazer o nosso Calendário do Advento a la TSD, para partilhar com todos vós.
Assim a partir de hoje e até ao próximo dia 25 (sempre neste post), vamos todos os dias partilhar uma pequena prenda com todos vós que estão desse lado.
Depois do lançamento de um álbum homónimo pela Chord Marauders e de “Augustas EP” através do seu Bandcamp, o produtor australiano da cidade de Perth, volta à carga com “Milliner” Ep. Disponível desde do passado dia 1 de Novembro, através do seu bandcamp, este trabalho apresenta-nos um espectro imenso de sonoridades, que vão desde o Hip hop ao Drum and Bass, onde pelo meio encontramos todas as sonoridades cheias de elementos Jazz e Soul, características de B9. Este trabalho conta também com duas colaborações, uma com o seu compatriota Mercy, e outra com o produtor português Freud.
Sendo definitivamente uma grande adição ao teu disco rígido, smartphone ou mp3.
Após muitos dubs, freebies e ft's, o nosso velho conhecido Yukona dá um mais passo em frente e lança o seu álbum de estreia. Editado pelo colectivo / editora PHASE seven e disponível desde do passado dia 28 de Outubro, "Yukona Lp" conta com a participação de nomes como Sinerise, Seanote e Freud, sendo que a nível de sonoridade e como não podia deixar de ser, poderão encontrar uma vasta gama de influencias mescladas com uma boa dose de bass.
Depois dos primeiros passos assentes em duas excelentes edições em modo freebie, a editora nacional Substruct Audio acaba de assinar o seu primeiro registo oficial, "Asterisms From Beyond Vol 1". Com uma identidade sonora que vai desde dos territórios mais deep e dark até ao lado mais jazzy e soul do Dubstep, "Asterisms From Beyond Vol.1" conta a nível de convidados com um leque muito interessante de novos produtores (Freud, IZ, Futuristic Waves, Dillard e El Jeffe) que promete dar o que falar num futuro próximo. Lançada em exclusivo pela Juno Download, "Asterisms From Beyond Vol.1" pode ser adquirido a partir de hoje (18 de Fevereiro), aqui.
Freud - Boas, Freud é simplesmente um projecto que começou no final de 2011, com o objectivo apenas de fazer música electrónica, mais concretamente Dubstep music. TSD - Quando é que o djing e a produção entraram na tua vida? F - Quando acabei o último do secundário, tocava guitarra e sabia que queria trabalhar no mundo da música, então vim para Londres viver só porque era o único sitio que tinha o curso que queria fazer, neste caso Music Management & Studio Production, mal viria a saber que estava basicamente na Meca do Dubstep. Foi neste curso que conheci um dos meus mentores e melhores amigos , Jim Syte AKA DJ Syte. Sendo que foi através dele que comecei a dar os “primeiros passos” no mundo do Dubstep. Ele já era DJ há varios anos, tinha decks e ensinou me os básicos. TSD - E que impacto tiveram? F - De imediato comecei a querer ouvir mais e fazer mais música, fiz amizades com pessoas de vários países simplesmente porque partilhava-mos o mesmo amor pela cultura do Dubstep. TSD - Como é que o Dubstep entrou na tua vida e o que mais te chamou nele? F - Na altura em que cheguei a Londres , não gostava mesmo nada de Dubstep, para mim era Skrillex e Datsik, onde serrotes e apitos parecia ser standard em todos os sons, só me dava dores de cabeça. Lembro me de chegar a casa com o Jim Syte, e ele tinha acabado de receber o novo release de Biome, “Propaganda/DMT” , lembro me de pôr os heaphones e mal veio o drop , parece que fui teleportado para um outro mundo, os pads e os “growls” eram sons que nunca tinha ouvido antes e a maneira como o som fluía era único. Rapidamente apercebi me que o verdadeiro Dubstep , original do UK, é uma cultura única e nunca mais parei de ouvir. TSD - Como vês o actual estado do universo dos 140 bpms? F - Bastante vivo! Cada vez mais , diferentes influencias vão-se juntando , originando produções completamente diferentes. Especialmente produtores internacionais, que não tem contacto com a cultura no UK , são os que estão a levar o som para outras direcções, mesmo nos Estados Unidos onde o “brostep” acaba por ser associado com o Dubstep , existem editoras (Tuba) e produtores (Prism, Valor) a investir no mundo do Dubstep Underground. TSD - Em termos musicais, qual ou quais os projectos que te tem chamado atenção nos últimos tempos? F - Na vertente do Dubstep assim mais “Dark”, para mim Kaiju e Commodo são assim os que se destacam mais, tanto um como outro são produtores de alto nível que conseguem sempre surpreender positivamente. No que diz respeito a parte mais “Deep/Melodic” acho que , individualmente e como um grupo, Chord Marauders estão definitivamente no topo, só consigo descrever novo "Groove Booty" como “fresh and funky”. È para ter em conta também , a próxima geração de produtores que estão ainda na sombra mas que vão ser bastante importantes, nomes como Sub Basics(17 anos), Audialist (18 anos) e Rubrica (15 anos).
TSD - Quais são os objectivos para o futuro? F - Há algum tempo atrás juntei me com o Paulo (Aphotic) e com o João (FuturisticWaves) e formámos uma editora independente que é a Substruct Audio, onde temos um colectivo de produtores de vários países e estamos a investir no lado mais “Deep” do Dubstep. Estou também a trabalhar num lançamento em vinil digital com a Dub Sundaes das Caldas da Rainha, que é uma editora determinada e sempre disposta a investir em bom som. TSD - Ultimas palavras? F - Quero agradecer ao pessoal do Mais Baixo e ao Ivo da Dub Sundaes por acreditarem em mim e na cultura ungerground do Dubstep; foi o meu 1º release e será sempre um dos mais especiais. Big shout to Deep Pres, foi ele que me ensinou a cultura do vinil and a big shout to Charlie (SIX) and Jim (Syte) for introducing dubstep into my life.